Que lindo dia de primavera 🙂

Aconselhamos vivamente os passeios ao ar livre em dias como o de hoje, mas alertamos que com a chegada de temperaturas mais amenas aumenta também a atividade parasitária.

Os nossos animais podem ser infestados por vários tipos de parasitas: os internos (que vivem no interior do corpo do animal – no estômago, intestino e também nos pulmões ou coração), e os externos (que vivem na pele e pelo).

Os parasitas externos mais comuns são pulgas, carraças, ácaros, piolhos e flebótomos. Além do desconforto que pode causar no seu animal pelo prurido (comichão) que provocam, a sua presença pode levar a situações mais sérias nomeadamente à dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP) ou mesmo à transmissão de doenças como febre da carraça ou leishmaniose.

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É desta última que vos queremos falar um bocadinho hoje. A leishmaniose é uma doença parasitária que atinge principalmente cães, podendo também aparecer no gato (por norma assintomática) e mesmo no Homem, trata-se, portanto, de uma zoonose.

A doença é transmitida principalmente pela picada de fêmeas do inseto flebótomo, ao qual chamamos vulgarmente mosquito. Após ser picado, o animal pode manter-se assintomático por um período variável (1 mês a 2 ou mais anos) e os sinais clínicos que frequentemente os trazem à consulta são: perda de peso, atrofia muscular, sangramento nasal, crescimento exagerado das unhas, lesões de pele entre outros. Por se tratarem de sinais clínicos pouco específicos o diagnóstico só pode ser confirmado com análises laboratoriais. O tratamento desta doença existe, mas o estado avançado da doença ou a presença de patologias secundárias pode complicar a recuperação. É por isso que aconselhamos apostar na PREVENÇÃO.

 

A desparasitação externa é fundamental pois além de eliminar pulgas e carraças tem também um efeito repelente do flebótomo. Pode ser aplicada em forma de spot-on (pipeta) ou coleira.

Outro método de prevenção passa pela vacinação do seu animal contra a doença após teste negativo para a doença. Alem da vacina existe ainda um xarope que deve ser administrado durante 4 semanas consecutivas duas vezes no ano. A utilização de um método não dispensa outro, pelo contrário, a associação de mais que um método é aconselhável. Na impossibilidade de fazer mais que um, uma correta desparasitação externa é fundamental.

 

E não se esqueça, ao proteger o seu melhor amigo está a proteger-se a si também.

 

Qualquer dúvida, já sabe onde nos encontrar 😉