Leishmaniose visceral

Paciente: Leão
Raça: Indeterminada
Motivo: Leishmaniose visceral

História pregressa: No dia 3 de Setembro de 2011, o Leão apresentava alopécia peri-ocular,
nas orelhas e nas articulações, para além de vómito, anorexia e perda de peso progressivo.

A aplicação de pipetas não tinha periodicidade definida.

Análises clínicas do dia 3 de Setembro de 2011:

1. Teste rápido leish K (Despiste de Leishmaniose): Positivo

2. Bioquímicas hepática e renais

Parâmetro Valores de referência Valor
CREA CREA CREA
CREA CREA CREA
CREA CREA CREA

Nota: Valores séricos renais acima dos intervalos normais para a espécie e a idade do animal

3. Hemograma

Nota: Linfocitose e anemia

4. Citologia Sanguínea: Sem evidência de hemoparasitas

O tratamento da Leishmaniose canina visceral apresenta mais desafios que o quadro cutâneo
uma vez que existe lesão renal.

Terapêutica instituída para leishmaniose visceral – Internamento para fluidoterapia e tratamento com:
– protetor gástrico
– anti-ácido inibidor das bombas de protões
– anti-emético pró-cinético
– medicação oral leishmaniostática

Análises clínicas do dia 6 de Setembro de 2011:

1. Bioquímicas
2. Hemograma

Dadas as melhorias dos valores analíticos e após o controlo do vómito, o Leão teve alta
e iniciou tratamento leishmanida, tendo mantido o tratamento de suporte:

– leishmaniostático
– protector gástrico
– hematínico
– anti-hipertensor renal
– alimentação pobre em proteínas
– suplemento vitamínico-mineral com baixo conteúdo em fòsforo
– administração de soro subcutâneo

Março de 2012: O Leão continua a fazer tratamento de suporte de leishmaniose mas tem hoje todos os sintomas estabilizados, fazendo uma vida normal.